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terça-feira, 14 de julho de 2009

Brasil domina etapa mineira (13/07)

Brasil domina etapa mineira (13/07)
Ivan Drummond - Estado de Minas
Mais uma vez, a Seleção Brasileira foi soberana na etapa mineira da Copa do Mundo de Judô, disputada no fim de semana na Arena JK. No total, 31 medalhas, sendo nove de ouro, oito de prata e 14 de bronze, muito à frente da segunda colocada, a Alemanha, com sete medalhas (três ouros, duas pratas e dois bronzes). E no último dia, os resultados serviram para deixar em dúvida os integrantes da comissão técnica do Brasil, que têm de definir até quinta-feira quais serão os 14 integrantes da delegação que vai ao Campeonato Mundial de Roterdã (Holanda), mês que vem. Com certeza, alguns resultados os deixaram em dúvida. E foi também uma competição em que brilharam duas estrelas da casa, o campeão mundial dos meio-pesados, Luciano Corrêa, novamente ouro, e a meio-leve Érika Miranda, ambos do Minas Belo Dente.
A primeira dúvida do dia foi lançada pelo campeão mundial dos meio-médios, agora competindo na médio, Tiago Camilo. Ele mudou de categoria logo depois dos Jogos de Pequim, mas só voltou a competir há três meses e os resultados são espantosos. Depois de dois terceiros lugares em duas etapas do Grand Slam, em Moscou e no Rio, ele conquistou o ouro, ontem, vencendo Eduardo Santos na final. O resultado fez com que ocorresse uma espécie de empate técnico entre os dois concorrentes à vaga no Mundial: Eduardo ainda é o primeiro no ranking da CBJ, com 348 pontos, só que Tiago, agora, tem 340.
Para Camilo, dono de duas medalhas olímpicas, uma prata e um bronze, em duas categorias diferentes, o resultado é estimulante. “É, pra mim, a confirmação de que estamos, eu e minha equipe, fazendo o trabalho certo. É um prêmio à minha dedicação e mostra que tenho de estar ainda mais focado.’ Ele só não sabe ainda se estará no Mundial, mas entende que se a vaga lhe for dada, será um grande desafio e isso, garante, é o que mais gosta.
Eduardo Santos vem há muito batalhando por uma vaga no Mundial. Estava muito próximo, mas agora se sente ameaçado. “Estou feliz porque fiz boas lutas aqui em BH, mas deixei o tatame com gosto de quero mais. É uma sensação diferente a que estou sentindo. Eu queria muito ter vencido para não deixar dúvidas. Numa coisa Tiago, Eduardo e o minastenista Huggo Pessanha, bronze em BH, concordam. O peso médio é hoje a categoria mais forte entre todas no Brasil, tanto, que existem várias opções para os treinadores, que terão de escolher entre os três para mandar ao Mundial.
A outra dúvida é nos pesos pesados. Daniel Hernandes ou Walter Santos? O segundo levou o ouro e lembra que há muito persegue essa chance. “Foi meu primeiro ouro na Copa do Mundo. Ele é muito importante e espero que me impulsione no Mundial.” Mas pesa contra ele a experiência de Hernandes. “Espero que prevaleça o critério do desempenho. Tenho um ouro em Grand Slam, no Rio.”
SUPERAÇÃO
Foi também um dia de superação, a começar por Leandro Guilheiro, ouro na leve. Ele confessou que esteve muito próximo de abandonar o judô. “Sofri muito por causa da hérnia de disco. No ano passado, em Pequim, a última vez que dormi foi na véspera da minha luta – ele foi bronze. Eu não conseguia movimentar para o lado esquerdo, só para o direito. Lá me superei e quando voltei ao Brasil, pensei em parar. Mas em outubro, fiz a cirurgia da coluna, aliás a primeira de três, já que depois foram o ombro e o joelho. Mas felizmente me recuperei e estou muito feliz com esse resultado.”
No Brasil existe uma preocupação muito grande com relação a uma categoria do feminino, a peso-pesado. Existe uma carência muito grande de atletas. Mas o que se viu ontem enche todos de esperança. Samantha Soares, de apenas 16 anos, ficou com o bronze. “É minha primeira medalha em competições internacionais. Quero dar muito trabalho a todas as adversárias. E quero muito realizar o sonho de disputar uma Olimpíada. Quero que seja logo, em Londres.”
FONTE: Superesportes - Belo Horizonte,MG,Brazil

sábado, 28 de março de 2009

BRASIL CONQUISTA TRÊS OUROS E ENCERRA O PAN COM 14 MEDALHAS INDIVIDUAIS


BRASIL CONQUISTA TRÊS OUROS E ENCERRA O PAN COM 14 MEDALHAS INDIVIDUAIS

O Brasil encerrou na noite desta sexta-feira (27) as disputas individuais no Campeonato Pan-Americano de Judô com 14 medalhas, sendo três de ouro, sete de prata e quatro de bronze. As medalhas douradas foram conquistadas por João Derly (-66kg), Leandro Guilheiro (-73kg) e Luciano Correa (Absoluto). Com o resultado, a equipe masculina manteve uma hegemonia de oito anos como a primeira colocada no quadro de medalhas. Neste sábado (28), acontece a disputa por equipes e dupla de kata.

Após sete meses longe das competições e três cirurgias realizadas pós os Jogos Olímpicos de Pequim 2008, o medalhista olímpico Leandro Guilheiro retornou conquistando o lugar mais alto no pódio num evento continental. Na decisão pelo ouro, Guilheiro venceu por yuko o canadense Nicholas Tritton. Para chegar à final, Leandro Guilheiro fez três lutas: yuko sobre o uruguaio Leandro Vaz; ippon no americano Machael Eldred e outro ippon sobre o chileno Fernando Salazar na semifinal.

Foi uma boa competição. Senti um pouco de falta de ritmo, mas é natural após ficar tanto tempo parado. Preciso melhorar a velocidade dos meus golpes, mas percebi que já estou com a pegada mais estabilizada. Este é meu primeiro título de campeão pan-americano e realmente tem um gosto todo especial. Pude contar com a companhia da minha família aqui na Argentina e foi muito bacana, pois não seria nem um 1% do que sou hoje sem ele”, disse Leandro Guilheiro, medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Atenas 2004 e Pequim 2008.

O bicampeão mundial João Derly também vibrou com a conquista. Numa final bastante equilibrada contra o argentino Miguel Albarracin, Derly chegou a estar atrás no placar, mas virou a luta e garantiu o ouro com um ippon. Derly chegou à final após passar pelo equatoriano Israel Verdugo por yuko no golden score na primeira rodada. Na fase sequinte, o bicampeão mundial nem precisou suar o quimono, pois o porto-riquenho David Lebron não compareceu ao combate. Na semifinal, João Derly conseguiu um wazari sobre o canadense Michal Popiel. Para o judoca, o momento é de recomeço.

“O resultado é importante, mas a gente busca sempre o golpe perfeito, que resulte num ippon e isso não estava acontecendo nas outras lutas. Agora é a hora de recomeçar um novo ciclo, focar nos eventos seletivos para o Mundial da Holanda, pois quero muito o tricampeonato. Acredito que o resultado foi positivo, já que esta é a minha primeira competição internacional deste o fim dos Jogos Olímpicos de Pequim”, afirma Derly.

O terceiro ouro brasileiro veio de forma emocionante. Lutando na categoria absoluto, Luciano Correa levou o ginásio ao delírio com um ippon sobre o cubano Oscar Braison, pelo menos 30kg mais pesado que o brasileiro.

“Foi muito bacana o apoio da equipe na minha luta. Todo mundo começou a gritar e torcer e isso foi me motivando para buscar a vitória sobre o cubano. Todos estamos de parabéns, pois mostramos o quanto a delegação brasileira é unida”, comentou.

Também nesta sexta-feira Danielle Zangrando (-57kg) ficou com a prata ao ser superada na final pela cubana campeã mundial e medalhista olímpica Yurisleidy Lupetey por ippon. Danielle retornou aos tatames após um ano parada. Já os bronzes foram conquistados por Sarah Menezes (-48kg), que bateu na disputa a americana Natalie Lafon por yuko, e Claudirene César (Absoluto feminino), vencedora no confronto com a também americana Melinda Swanson por wazari.

RESULTADOS DOS BRASILEIROS NO PAN:

OURO:

João Derly (-66kg)
Leandro Guilheiro (-73kg)
Luciano Correa (Absoluto)

PRATA:

Danielle Zangrando (-57kg)
Flávio Canto (-81kg)
Danielli Yuri (-63kg)
Eduardo Santos (-90kg)
Maria Portela (-70kg)
João Gabriel Schlittler (+100kg)
Claudirene César (+78kg)

FONTE: CBJ


BRONZE:Sarah Menezes (-48kg)Luciano Correa (-100kg)Deborah Souza (-78kg)Claudirene César (Absoluto)QUINTO LUGAR:Felipe Kitadai (-60kg)Erika Miranda (-52kg)